O QUE FAZER QUANDO A CRIANÇA DE 2 ANOS REJEITA ALIMENTOS ESPECÍFICOS

 

Criança aprendendo a usar talheres para comer (Foto: Kampus Production/Pexels)

(Foto: Kampus Production/Pexels)

O que fazer quando a criança de 2 anos rejeita alimentos específicos?

Após os pequenos começarem a comer alimentos sólidos e desenvolverem maior independência, é normal que recusem algumas comidas. Mas existem práticas que podem ajudar a mudar esse cenário. Entenda

  • JUAN ORTIZ E SÍLVIA LIS
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A fase que sucede a introdução alimentar costuma ser um bicho-papão para os pais. Não à toa, essa etapa da vida é conhecida como os “terrible twos”, “os terríveis 2 anos”, em que a criança começa a se perceber enquanto um indivíduo e adquire mais independência. É como se fosse a adolescência da infância, na qual os pequenos se tornam mais rebeldes. Recusar certos alimentos faz parte desse grito de independência.


Primeiro, é bom esclarecer que este é um período pelo qual toda criança irá passar. Faz parte da sua jornada de autoconhecimento e não deve ser repreendido. Logo, o ideal é criar um ambiente confortável destinado às refeições e inserir esse momento de forma rotineira na vida dos pequenos, mesmo que você precise segurar a angústia de ver caras feias frequentes ou a comida no chão.

“É fundamental pensarmos na participação da criança no processo de alimentação. Os utensílios que ela usa, a posição em que fica sentada, todo o ambiente deve ser de conforto, porque isso ajuda muito na aceitação da comida”, esclarece a nutricionista Bárbara Lourenço, professora da Universidade de São Paulo (USP) e cientista visitante na Escola de Saúde Pública de Harvard (Estados Unidos).

Especializada em pediatria, Bárbara reforça a necessidade de prestar atenção nos sinais de fome e saciedade. “É preciso levar mais a sério as pistas que a criança dá para que ela mesma regule a quantidade do que precisa comer, sabendo que isso se constrói ao longo do tempo. Muitas vezes, os pequenos ficam numa posição mais coagida pelos pais a comer em maior quantidade e se tornam birrentos”, afirma.

A rejeição de um alimento específico nessa fase não deve ser motivo para grandes preocupações. A chave é buscar oferecer a maior variedade possível de comida — grãos, frutas, hortaliças, carnes — para uma refeição nutritiva, permitindo que um determinado alimento substitua outro que não caiu nas graças deles naquele momento. Se a criança não gosta de cenoura, por exemplo, e prefere abóbora, tudo bem. Ela ainda está consumindo um vegetal alaranjado, fonte de betacaroteno e outros diversos nutrientes semelhantes que compensam a falta da cenoura. O mesmo vale para vários outros alimentos recusados, que podem ter seu lugar temporariamente ocupado por algum parecido em termos nutricionais.

Fonte:https://revistacrescer.globo.com/Alimentacao/noticia/2022/05/o-que-fazer-quando-crianca-de-2-anos-rejeita-alimentos-especificos.html



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