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SINDROME DE ASPENGER - DESVENDANDO ESTE TIPO ENIGMÁTICO DE AUTISMO


O que é a Síndrome de Asperger?
A Síndrome de Asperger é um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD), resultante de uma desordem genética, e que apresenta muitas semelhanças com relação ao autismo.
Ao contrário do que ocorre no autismo, contudo, crianças com Asperger não apresentam grandes atrasos no desenvolvimento da fala e nem sofrem com comprometimento cognitivo grave. Esses alunos costumam escolher temas de interesse, que podem ser únicos por longos períodos de tempo - quando gostam do tema "dinossauros", por exemplo, falam repetidamente nesse assunto. Habilidades incomuns, como memorização de sequências matemáticas ou de mapas, são bastante presentes em pessoas com essa síndrome.
Na infância, essas crianças apresentam déficits no desenvolvimento motor e podem ter dificuldades para segurar o lápis para escrever. Estruturam seu pensamento de forma bastante concreta e não conseguem interpretar metáforas e ironias - o que interfere no processo de comunicação. Além disso, não sabem como usar os movimentos corporais e os gestos na comunicação não-verbal e se apegam a rituais, tendo dificuldades para realizar atividades que fogem à rotina.
Como lidar com a Síndrome de Asperger na escola?
As recomendações são semelhantes às do autismo. Respeite o tempo de aprendizagem do aluno e estimule a comunicação com os colegas. Converse com ele de maneira clara e objetiva e apresente as atividades visualmente, para evitar ruídos na compreensão do que deve ser feito.
Também é aconselhável explorar os temas de interesse do aluno para abordar novos assuntos, ligados às expectativas de aprendizagem. Se ele tem uma coleção de carrinhos, por exemplo, utilize-a para introduzir o sistema de numeração. Ações que escapam à rotina devem ser comunicadas antecipadamente.

Fonte:https://novaescola.org.br/conteudo/279/o-que-e-a-sindrome-de-asperger

SÍNDROME DE ASPERGER: DIAGNÓSTICOS, SINTOMAS E TRATAMENTOS

A infância é um período crucial no que diz respeito ao desenvolvimento cognitivo e pessoal de um indivíduo. Entre os aspectos imprescindíveis para ser notado está a Síndrome de Asperger, um transtorno que pode ser tratado de forma pontual e multidisciplinar. No entanto, muitos pais e até mesmo a sociedade, não conhecem o que isso significa.

De onde vem a Síndrome de Asperger?

Em 1944, o pediatra austríaco Hans Asperger concluiu um estudo que observava padrões de comportamento em crianças do sexo masculino, especificamente. A pesquisa feita constatou que os pequenos apresentavam o desenvolvimento da linguagem e cognitivo de forma normal, mas que traziam consigo características peculiares quanto a outras habilidades: comprometimento na comunicação, interação social e coordenação motora.
O que se sabe hoje é que a Síndrome de Asperger foi incluída no DSM (Diagnostical and Statistical Manual of Mental Disorders – Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais). Há que ressaltar que por muitos anos a síndrome foi associada ao autismo, embora sempre houvesse uma diferença nas características.
Em 2013, por ocasião da quinta edição do DSM, a Síndrome de Asperger foi incluída em um agrupamento médico denominado de TEA (Transtorno de Espectro do Autismo), sendo considerado, portanto, um tipo mais brando de autismo. Em tempo: os portadores da Síndrome de Asperger não apresentam comprometimento intelectual, o que acontece com aqueles que têm o autismo clássico.

Diagnósticos

De causas desconhecidas e, portanto, sem um consenso entre os pesquisadores, acredita-se que a Síndrome de Asperger tenha ligação a uma anormalidade no cérebro da criança. Além disso, há pesquisas que indicam a síndrome como fator hereditário ou a outra disfunção cerebral. Lembrando, no entanto, que os portadores apresentam QI acima da média e uma capacidade impressionante de criatividade.
Por conta disso, muitos pais não se dão conta e acabam postergando um diagnóstico preciso. Através de testes neuropsicológicos em que as crianças precisam lidar com a proposição de tarefas dadas pelo especialista, o profissional pode perceber alguns traços característicos. Dessa forma, torna-se possível detectar e analisar o comportamento do paciente, assim como a atenção, a memória e a sociabilidade.
Outro diagnóstico é feito através de testes que buscam o reconhecimento de emoções e a capacidade de entender o que os outros estão pensando, por exemplo. Geralmente, o portador da patologia neurobiológica apresenta alterações quando colocados em situações semelhantes.

Curiosidade

Meninos apresentam propensão de 3 a 4 vezes a mais do que meninas para a Síndrome de Asperger.

Sintomas

Atualmente, especialistas se baseiam em dois diferentes grupos de sintomas determinantes para que pais e profissionais percebam a Síndrome de Asperger.
– Apresentação de determinado padrão repetitivo e limitativo de interesses, atividades e comportamentos: quando a criança passa a insistir em determinadas atividades (de forma frequente), rotinas, padrões de comportamentos, interesses específicos, estereotipias e hipo ou hiperatividade a estímulos.
– Dificuldade de comunicação e interação social: dificuldade em interações sociais (para manter diálogo, conversação e relação).

Tratamentos

Como cada criança apresenta uma característica distinta, o tratamento deve ser específico para que o paciente seja devidamente assistido. Porém, o tratamento multidisciplinar, feito com vários profissionais (neuropsicólogos, pediatras, fonoaudiólogos e psicopedagogos). Os pontos a serem tratados são os seguintes:
  • Treinamento das habilidades sociais da criança;
  • Educação especializada;
  • Terapia cognitiva e psicoterapia (às crianças maiores);
  • Educação especializada;
  • Terapia de interação sensorial (aos mais novos);
  • Terapia da linguagem.
A criança portadora da Síndrome de Asperger pode levar a vida normalmente. Sendo assim, o apoio da família e da escola na desconstrução de conceitos pré-estabelecidos é essencial para a qualidade de vida do pequeno. O acompanhamento de profissionais também é fundamental para que o pequeno encontre todos os caminhos para viver bem.

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10 sinais para identificar a Síndrome de Asperger

A Síndrome de Asperger é uma perturbação neurológica da família dos transtornos do espectro autista, que afeta aproximadamente de 3 a 7 em cada 1.000 crianças. Cada criança exterioriza um conjunto diferente de sintomas, por isso não há uma lista precisa dos comportamentos para um diagnóstico. No entanto, existem muitos comportamentos que podem ser sinais da síndrome.
Aqui nós abordamos 10 dos comportamentos mais comuns que podem ser observados. É bastante útil para aqueles que possivelmente convivem com uma criança que tenha esta condição.

1 – A fixação por uma única atividade

É comum que a criança com síndrome de Asperger se concentre em poucos interesses ou em apenas um, fazendo a mesma coisa por horas e horas. A criança parece obcecada com alguma coisa, pode ser um brinquedo como carrinhos, bonecas, livros de histórias… Ela repete e se dedica à brincadeira por um tempo exagerado.

2 – Falar como um “pequeno professor”

Em alguns casos, a criança Asperger parece um pequeno sábio, com habilidades verbais avançadas, mas, por causa do espectro autista, sua conversa pode focar apenas um tema do qual ela quer falar o tempo todo. Outro aspecto é a maneira da criança falar, muito formal, mais do que o normal para a idade dela, por isso, em alguns casos, ela prefere conversar com os adultos.

3 – Dificuldades para interpretar os sinais sociais

Outro sinal importante é a dificuldade social. Decifrar uma linguagem corporal, esperar a vez para realizar uma atividade ou para ter uma conversa pode ser bem complicado. Pode ser bem difícil fazer um trabalho em grupo na escola porque a criança não espera a sua vez de participar e não é capaz de aceitar outros pontos de vista, nem consegue manter uma conversa. Como resultado, crianças com Asperger podem ficar isoladas de outras crianças.

4 – Necessidades de Rotina

Crianças de Asperger, muitas vezes, precisam de rotinas diárias, do contrário, tudo fica confuso pra eles, tomar banho às 8h30, café da manhã às 9h, almoço às 12h, jantar às 18h, ir pra cama às 21h30… Precisam ter uma vida muito bem estruturada. Sair da rotina para fazer compras ou apenas sair de casa casualmente pode ser um caos. É necessário anunciar esta mudança de planos com dias de antecedência, para evitar que fiquem desconfortáveis.

5 – Birras emocionais

Muitas crianças com síndrome de Asperger não conseguem gerir as suas próprias emoções de forma adequada, por isso, quando estão sobrecarregadas emocionalmente fazem birras. Os pais percebem que há uma incapacidade de controlar emoções quando a situação estiver fora de controle.

6 – Falta de empatia

Outro sinal da síndrome de Asperger é uma aparente falta de empatia com os outros, eles não têm a noção de que as outras pessoas também têm sentimentos, desejos e necessidades, é como se vivessem em sua própria bolha.

7 – Eles não entendem as sutilezas da fala

Crianças com síndrome de Asperger podem ter dificuldade para entender o que está sendo transmitido através da mudança do tom de voz e podem dar um sentido literal às palavras. São incapazes de entender o sarcasmo, a ironia e o duplo sentido, não conseguem distinguir quando se fala sério ou brincando, acreditam que tudo o que lhes é dito seja mentira.

8 – Linguagem corporal incomum

Eles podem ter uma postura ou expressões faciais incomuns, olhar muito outra pessoa ou evitar o contato visual por completo.

9 – Atrasos no desenvolvimento motor

Em alguns casos, podem ter habilidades motoras ruins ou atrasos motores em habilidades básicas, tais como escrever ou andar de bicicleta.

10 – Sensibilidade sensorial

Em alguns casos, a criança com Síndrome de Asperger possui maior sensibilidade sensorial, que pode ser facilmente estimulada por algumas sensações como luzes brilhantes, ruídos altos ou texturas.
Se você suspeita que seu filho possa ter a síndrome de Asperger, o melhor a fazer é consultar um especialista para uma avaliação profissional. Mas, não desanime, um diagnóstico de Asperger não é o fim, mas o início de um caminho diferente de outros “neurotípicos”. Não se esqueça que pessoas geniais como Albert Einstein, Isaac Newton e músicos como Syd Barrett, fundador do Pink Floyd, têm sintomas consideráveis para um diagnóstico de Síndrome de Asperger.
Fonte:http://www.psiconlinews.com/2015/06/10-sinais-para-identificar-sindrome-de-asperger.html

Vamos entender a Sindrome de Asperger?


Um Transtorno do Espectro Autista

A síndrome de Asperger (AS) é um transtorno neurobiológico que faz parte de um grupo de condições conhecidas como perturbações do espectro do autismo. O "espectro do autismo" refere-se a uma série de deficiências de desenvolvimento, que inclui o autismo , bem como outras doenças com características semelhantes.

Eles são conhecidos como transtornos do espectro, porque os sintomas de cada um podem aparecer em diferentes combinações e em diferentes graus de gravidade: duas crianças com o mesmo diagnóstico, embora possam compartilhar certos padrões de comportamento, podem apresentar uma ampla gama de habilidades e capacidades.

Como resultado, os termos gerais como "de baixo funcionamento", "de alto funcionamento", "tendências autistas," "transtornos invasivos do desenvolvimento", e outros são muitas vezes utilizados para descrever as crianças cujos comportamentos se inserem no espectro. Crianças com Síndrome de Asperger compartilham muitos dos mesmos sintomas que as pessoas com "autismo de alto funcionamento".

Os meninos são mais do que três a quatro vezes mais propensos do que as meninas a serem afetados pela Síndrome de Asperger. Como os casos mais brandos estão sendo identificados com maior freqüência, a incidência parece estar aumentando. 

Sobre a Síndrome de Asperger

A desordem é nomeado após Hans Asperger, um pediatra vienense que, em 1944, descrevia pela primeira vez um conjunto de padrões de comportamento aparentes em alguns de seus pacientes, em sua maioria do sexo masculino. Asperger percebeu que, embora estes meninos tinham inteligência normal e desenvolvimento da linguagem, tinham habilidades sociais gravemente comprometida, incapazes de se comunicar eficazmente com os outros, e tinha uma má coordenação.

Segundo a Asperger Syndrome Coalition of the United States, o início da síndrome pode ser mais tarde do que é típico no autismo - ou pelo menos é reconhecida mais tarde. Muitas crianças são diagnosticadas após 3 anos de idade, com mais diagnosticado entre as idades de 5 e 9.

A Síndrome de Asperger é caracterizada por pobres interações sociais, obsessões, padrões de fala estranha, e outros maneirismos peculiares. Crianças com esta síndrome freqüentemente têm poucas expressões faciais e têm dificuldade em ler a linguagem corporal dos outros, pois eles podem se envolver em rotinas obsessivas e exibir uma sensibilidade incomum aos estímulos sensoriais (por exemplo, eles podem ser incomodado por uma luz que ninguém mais percebe; eles podem tapar os ouvidos para bloquear sons no ambiente, ou eles podem preferir usar roupas feitas somente de um determinado material).

Em geral, pessoas com Asperger são capazes de levar uma vida cotidiana naturalmente, mas tendem a ser um pouco imaturas socialmente, se relacionarem melhor com adultos do que seus pares, e pode ser visto pelos outros como estranhos ou excêntricos.

Outras características da SA pode incluir atrasos motores, movimentos desajeitados, interesses limitados, e preocupações peculiares. Adultos com SA têm dificuldade para demonstrar empatia pelos outros, e as interações sociais são difíceis.

Especialistas dizem que, como segue um curso contínuo, geralmente, dura uma vida inteira. No entanto, os sintomas podem aumentar e diminuir ao longo do tempo, e serviços de intervenção precoce pode ser útil.

Sinais e Sintomas

Como os sintomas da SA são muitas vezes difíceis de diferenciar de outros problemas de comportamento, é melhor deixar que um médico ou outro profissional de saúde avalie os sintomas do seu filho. Não é incomum para uma criança ser diagnosticada com déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) antes do diagnóstico de SA, feita mais tarde.

Uma criança com Síndrome de Asperger pode ter estes sinais e sintomas:

• inadequados ou mínima interações sociais

• conversas quase sempre giram em torno de si mesmo em detrimento de outros

• discurso "robótico" ou repetitivos

• falta de "senso comum"

• problemas com as habilidades de leitura, matemática ou escrita

• obsessão com temas complexos

• habilidades cognitivas não-verbais abaixo da média, embora habilidades verbais cognitivas estão geralmente na média ou acima da média

• movimentos estranhos

• comportamentos estranhos ou maneirismos

É importante notar que, ao contrário de crianças com autismo, aqueles com SA podem apresentar-se  sem atrasos no desenvolvimento da linguagem, pois eles geralmente têm boas habilidades gramaticais e um vocabulário avançado em idade precoce. No entanto, eles normalmente exibem um distúrbio de linguagem - podendo ser muito literal e com dificuldade em usar a linguagem num contexto social.

Muitas vezes não há atrasos evidentes no desenvolvimento cognitivo. Embora crianças com SA podem ter problemas com atenção e organização, e tem habilidades que parecem bem desenvolvido em algumas áreas e falta em outros, eles normalmente têm média e às vezes a inteligência acima da média.

O que causa a Síndrome de Asperger?

Pesquisadores e especialistas de saúde mental estão ainda investigando as causas do autismo e da SA. Muitos acreditam que o padrão de comportamento podem ter muitas causas. A pesquisa aponta para a possibilidade de anormalidades cerebrais como causa de SA, uma vez que há diferenças estruturais e funcionais em regiões específicas do cérebro.

Parece haver um componente hereditário para SA, pesquisas indicam que em alguns casos, pode estar associada a outros distúrbios de saúde mental como depressão e transtorno bipolar.

Contrariamente às suposições incorretas que alguns fazem sobre as pessoas com o transtorno, a privação emocional ou a maneira como a pessoa foi criada não é a cauda desta síndrome. Alguns dos comportamentos exibidos por alguém com SA podem ser visto pelos outros como intencionalmente rude, resultado de uma criação com maus pais - que não é. É um transtorno neurobiológico cujas causas ainda não são totalmente compreendidos.

Atualmente, não há cura para a doença. Mas muitos levam uma vida plena e feliz, e a probabilidade de conseguir isso é reforçada com uma educação apropriada, apoio e recursos.

Diagnóstico de Síndrome de Asperger

A síndrome de Asperger pode ser muito difícil de diagnosticar. Crianças com SA funcionam bem na maioria dos aspectos da vida, por isso pode ser fácil atribuir os seus comportamentos estranhos para apenas ser "diferente".

Especialistas dizem que a intervenção precoce, envolvendo a formação educacional e social, realizada enquanto o cérebro da criança ainda está em desenvolvimento, é muito importante para crianças com SA.

Se seu filho apresenta algum dos sintomas e comportamentos que são típicos desta síndrome , é fundamental procurar ajuda. Encaminhá-lo para um profissional especialista em saúde mental ou outros para avaliação diagnóstica é fundamental.

Quando um especialista avalia o seu filho, uma profunda avaliação "psicossocial" será realizada. Isto inclui uma história cuidadosa quando os sintomas foram reconhecido pela primeira vez, o desenvolvimento de habilidades motoras e padrões de linguagem e outros aspectos da personalidade e do comportamento (incluindo atividades favoritas, hábitos incomuns, preocupações, etc.)

Particular ênfase é dada ao desenvolvimento social, incluindo os problemas passados ​​e presentes na interação social e o desenvolvimento de amizades. A avaliação psicológica e avaliação de habilidades de comunicação são normalmente realizada para determinar quais os pontos fortes e quais são as deficiencias.

Tratar Síndrome de Asperger

Por apresentar padrões de comportamento e problemas que diferem muito de criança para criança, não há um regime de tratamento "típico" ou prescritos. No entanto, dependendo do que os seus pontos fortes e fracos (ou, dependendo de sua história e desenvolvimento), as crianças podem se beneficiar desses tratamentos:

•intervenções educativas especializada

•treinamento de habilidades sociais

•terapia de linguagem

•treinamento de integração sensorial para crianças mais novas, geralmente realizadas por um terapeuta ocupacional, em que são insensíveis aos estímulos aos quais eles são extremamente sensíveis

•psicoterapia comportamental / terapia cognitiva para crianças mais velhas

•medicamentos

Os profissionais de saúde que cuidam de seu filho deve saber o que os outros estão fazendo, e muitas vezes você vai encontrar-se atuando como o "gestor de caso" neste cenário. Os professores, babás, outros membros da família, amigos próximos, e qualquer outra pessoa que cuida de seu filho também devem ser envolvidos.

É importante saber que muitas pessoas podem prestar assistência. Encontrar o programa certo para seu filho é fundamental e obter ajuda precoce é importante. Crianças com SA tem ganhos com o tratamento adequado.

Ajudar o seu filho

Embora, como apresenta desafios para as crianças e seus pais, você pode ajudar seu filho a adaptar-se e oferecer apoio de várias maneiras:

•Olhe em programas educacionais ou de formação para os pais. Você é primeiro professor do seu filho e você vai continuar a ser a pedra angular para apoiar o seu desenvolvimento.

•Ensine seu filho a auto-ajuda. Aprender essas habilidades ajudam as crianças a alcançar o máximo de independência.

•Nem sempre é óbvio que uma criança tem necessidades especiais. Como pai e mãe, você pode ter que assumir o papel de educador quando se lida com os professores, médico e outros cuidadores.

•Encontre um programa que atenda às necessidades específicas do seu filho ou áreas de "deficiência". A Sociedade Americana de Autismo (ASA) incentiva os membros da família a conversar com o diretor do programa para determinar se o currículo ou programa aborda questões particulares da sua criança.

•Escolha programas especiais ou tratamentos que focam resultados a longo prazo e que tenham o nível de desenvolvimento do seu filho.

•Lembre-se que o seu filho é parte de uma unidade familiar e que as necessidades dele deve ser equilibrada com o as de outros membros da família.

•Obter apoio para si mesmo e outros membros da família. Você não pode ajudar o seu filho se você não estiver atendendo às suas próprias necessidades emocionais e físicas. ´Procure ajuda, uma orientação para auxiliá-lo(a). 

Futuro do seu filho

Atualmente, poucas instalações são dedicados especificamente para suprir as necessidades de crianças com AS. Algumas crianças estão em escolas regulares, onde o seu progresso depende do apoio e incentivo dos pais, cuidadores, professores e colegas. No entanto, alguns vão para escolas especiais para crianças com autismo ou dificuldades de aprendizagem.

Muitas pessoas com SA podem funcionar bem na maioria dos aspectos da vida.
Você pode sentir oprimido e desanimado se seu filho for diagnosticado com Síndrome de Asperger. Lembre-se que uma equipe de profissionais pode proporcionar tratamento, apoio e incentivo para o seu filho - e sua família.

Fonte: HealthKids
http://psicoterapiacomportamentalinfantil.blogspot.com.br/2012/06/vamos-entender-sindrome-de-asperger.html

Em minha mente Asperger - Depoimento de um garoto com a Síndrome de Asperger




Pessoas com síndrome de Asperger, muitas vezes exibem interesses restritos, como o interesse do menino no empilhamento de latas.
Classificação e recursos externos
CID-10F84.5

Síndrome de Asperger (SA), também conhecida por Transtorno de Asperger ou simplesmente Asperger é uma condição neurológica do espectro autista caracterizada por dificuldades significativas na interação social e comunicação não-verbal, além de padrões de comportamento repetitivos e interesses restritos. Difere de outros transtornos do espectro autista pelo desenvolvimento típico da linguagem e cognição. Embora não seja fundamental para o diagnóstico, ser fisicamente desajeitado e ter uma linguagem atípica ou excêntrica são características frequentemente citadas pelas pessoas com a síndrome.[1][2] O diagnóstico com a nomenclatura de Síndrome de Asperger foi eliminado na quinta edição (2013) do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V) e a síndrome foi incorporada aos transtornos do espectro autista, de grau leve. O termo técnico aplicado à Síndrome de Asperger nos manuais médicos atuais é Desordem do Espectro Autista de Nível 1, sem a presença de prejuízos intelectuais ou verbais. Existem 3 níveis de severidade no autismo, sendo 1 o mais leve, 2 o nível médio/moderado e 3 o grau mais severo.[3]
A síndrome foi nomeada em homenagem a Hans Asperger, pediatra austríaco que em 1944 estudou e descreveu crianças nas quais, em seus cotidianos apresentavam falta de habilidades na linguagem não verbal, demonstravam limitada empatia por seus pares e eram fisicamente desajeitadas.[4] A moderna concepção da síndrome de Asperger surgiu em 1981[5] e passou por um período de popularização,[6][7] tornando-se um padrão diagnóstico no começo dos anos 1990.[8] Muitas questões e controvérsias permanecem acerca de seus aspectos. Questiona-se sua distinção com o autismo de alta funcionalidade;[9] em parte por causa disso, sua prevalência não é firmemente estabelecida.[1]
causa exata da síndrome é desconhecida. Embora pesquisas sugiram uma possibilidade de bases genéticas,[1] não há causa genética conhecida[10][11] e técnicas de mapeamento cerebral não identificaram resultados claros e concisos. Há vários tipos de tratamento e sua efetividade é limitada. Os recursos médicos procuram atenuar os sintomas e melhorar as habilidades.[1] A principal delas é a terapia comportamental em déficits específicos, tais como dificuldades de comunicação, rotinas obsessivas e/ou repetitivas e movimentos desajeitados.[12] Muitas crianças melhoram conforme caminham para a idade adulta, mas dificuldades sociais e de comunicação podem persistir.[8] Alguns pesquisadores e indivíduos defendem uma mudança de postura em relação à síndrome no sentido de tratá-la como uma diferença, em vez de uma deficiência que deva ser tratada ou curada.[13][14]

Classificação

A linha que separa a Síndrome de Asperger (SA) e o Autismo de alta funcionalidade (AAF) é incerta.[9][15][16] O transtorno do espectro autista é, até certo ponto, um artefato de como o autismo foi descoberto[17] e pode não refletir a verdadeira natureza do espectro;[18] problemas metodológicos tem envolvido a síndrome enquanto um diagnóstico válido desde o começo.[19][20] Na quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), publicado em maio de 2013,[21] a síndrome de Asperger,[22] enquanto um diagnóstico separado, foi eliminada e encaixada dentro do espectro autista.[3] Assim como o diagnóstico da síndrome, a mudança é controversa[22][23] e a SA não foi removida do Catálogo Internacional de Doenças (CID-10).
Organização Mundial da Saúde (OMS) define a Síndrome de Asperger como um dos transtornos do espectro autista ou condições do transtorno global do desenvolvimento, as quais são um espectro de condições neurológicas que se caracterizam por dificuldades na interação social e na comunicação, além de interesses restritos e comportamentos repetitivos. O Transtorno do Espectro Autista começa na infância e se instala antes dos 3 anos, tem um andamento estável, sem agravamento da condição já existente ou deterioração do funcionamento mental e geralmente apresenta melhoras que resultam da maturação de vários sistemas do cérebro.[24] É comum que algumas pessoas e ao menos um dos pais de crianças diagnosticadas com a Síndrome de Asperger apresentem alguns traços semelhantes à síndrome, sem que preencham critérios suficientes para o diagnóstico de autismo, caracterizando o que se chama de fenótipo ampliado do autismo (FAA). [25] Das quatro formas de Transtorno do Espectro Autista, o autismo é a mais parecida com a Síndrome de Asperger em sinais e prováveis causas, mas seu diagnóstico requer comunicação prejudicada e permite atrasos no desenvolvimento cognitivo; a Síndrome de Rett e o Transtorno desintegrativo da infância compartilham vários sinais com o autismo, mas podem ter causas não relacionadas; e o Transtorno global do desenvolvimento sem outra especificação é diagnosticado quando os critérios para distúrbios mais específicos são insatisfatórios.[26]

Características

Como parte do transtorno global do desenvolvimento, a Síndrome de Asperger é identificada através de uma série de sintomas em vez de uma característica em especial. O transtorno é caracterizado por dificuldades na interação social, comportamento repetitivo, restrição de atividades e interesses, havendo interesse obsessivo por um assunto ou objeto em particular, e, embora não haja atrasos no desenvolvimento da linguagem, é comum a presença de dificuldades com a comunicação social (linguagem pragmática). [27]Também podem estar presentes sensibilidades sensoriais (barulhos, tecidos ou etiquetas de roupas, seletividade alimentar, sensibilidade ao toque, à luz ou olfativa, por exemplo), fala monótona, inaptidão às atividades físicas e inabilidade motora (o andar ou correr podem parecer estranhos, podem deixar cair muitas coisas, tropeçar muito, etc.), porém não são estritamente necessárias para a conclusão de um diagnóstico.[9]

Interação social


A dificuldade em responder socialmente através da empatia possui um impacto significativo sobre a vida social de pessoas com a síndrome de Asperger.[2] Os indivíduos com SA demonstram inabilidade em características básicas da interação social, como a formação de amizades, ou até mesmo motivações para certas atividades, incluindo o compartilhamento de seus temas de interesse. Assim, também normalmente não há reciprocidade social e emocional (suas ações podem parecer mecânicas), além da dificuldade em interpretar comportamentos não verbais, como o contato visualexpressão facial ou gestos.[1]
Dessa forma, indivíduos com SA podem não ser muito receptivas às pessoas involuntariamente, mas não no mesmo nível de severidade de outros tipos de autismo; até certo ponto, conseguem envolver-se coletivamente. Quando falam de seus assuntos de interesse, o discurso é normalmente unilateral e prolixo. Mas, para o sujeito, é difícil perceber se o interlocutor está desinteressado, se deseja mudar de tema ou terminar a interação.[9] Este comportamento desajustadamente social é muitas vezes considerado como excêntrico, porém ativo.[1] Com isso, tal falha pode ser erroneamente interpretada como descaso, egoísmo e desinteresse em reagir corretamente às situações sociais.[9] No entanto, nem todos os indivíduos com Asperger conseguem conversar com todos. Muitos podem até mesmo ter mutismo seletivo, interagindo apenas com pessoas específicas. Ainda, podem escolher conversar apenas com as que têm um maior vínculo afetivo.[28]
A cognição das crianças com a síndrome muitas vezes lhes permite articular as regras sociais como se fossem experimentos de laboratório,[1] no qual, teoricamente podem descrever as emoções das pessoas; no entanto, são geralmente incapazes de aplicar seus conceitos na vida cotidiana.[9] Assim, analisam e aplicam suas observações de interação social em comportamentais rígidos, de forma excêntrica, podendo apresentar um contato visual forçado e estático, resultando em uma aparência rígida ou ingênua. O desejo de se ter companhia na infância pode ser distorcido devido a falhas na interação social.[1] Crianças com Asperger geralmente querem ter amizades, mas a dificuldade em compartilhar, a fala unilateral sobre um tópico de interesse que pode soar repetitivo e desinteressante para os demais e a inabilidade na interação social acabam por isolá-la dos colegas. É comum que a interação social seja melhor com adultos ou crianças mais velhas que com os pares de mesma idade. A criança com Asperger geralmente se isola do grupo logo no início de sua vida escolar, geralmente por volta dos 2 ou 3 anos, quando começam a escolinha infantil.
Sensibilidades sensoriais e dificuldade de compreensão das normas sociais fazem com que elas evitem festas, aglomerações ou quaisquer atividades excessivamente barulhentas ou agitadas. Não é incomum que não gostem de festas de aniversário, tenham receio da hora de cantar parabéns, não participem de brincadeiras coletivas no pátio da escola, principalmente as que envolvam música, dança ou gincanas, e se assustem facilmente com situações comumente presentes em eventos infantis que não são percebidos como problemas pelas crianças sem a síndrome, como palhaços aparecendo de surpresa, pegando no colo ou puxando pela mão, cornetas, bexigas estourando e muita gente rindo e falando juntas.
A hipótese de que pessoas com SA têm predisposição para comportamentos violentos ou criminosos foi investigada, mas não possui nenhuma comprovação.[1][29] Muitas ocorrências evidenciam que normalmente as crianças com Asperger são vítimas ao invés de algozes.[30]

Comportamentos repetitivos e restritos

Os indivíduos com Síndrome de Asperger geralmente possuem comportamentos, interesses e atividades restritas e repetitivas, por vezes focadas de forma intensa e anormal. Além disso, apego à rotinas, movimentos estereotipados e repetitivos, ou preocupação exacerbada com certos objetos são algumas das características que apresentam.[27]
A obsessão por áreas específicas do conhecimento é uma das características mais marcantes da SA.[1] Tais pessoas geralmente se informam e possuem leitura profunda de assuntos nos quais se interessam, como dados meteorológicos ou nomes de personalidades notórias, sem necessariamente ter uma verdadeira compreensão do tópico geral.[1][9] Por exemplo, uma criança pode memorizar modelos de câmeras enquanto pouco se importa com fotografia.[1] Este comportamento é comum em torno dos 5 ou 6 anos.[1] Embora seus focos mudem de tempos em tempos, normalmente parecem bizarros e pelo foco exagerado, dominam tanto o assunto que causam a curiosidade da família. Há vezes em que os interesses restritos de crianças com Asperger passam despercebidos pelos pais.[9] A família tende a achar que são "manias da infância" e que a criança apenas tem uma forte preferência por isso ou aquilo, que é um traço de personalidade ou temperamento, e quando alguns desses assuntos de interesse são relativamente normais, como carros, dinossauros ou bonecas, a obsessividade e restrição ficam ainda mais mascaradas, sendo ainda menos percebidas pela família.

Fala e linguagem

Embora os indivíduos com Asperger não apresentem dificuldades no desenvolvimento da fala, seu discurso carece de adaptações significativas, pois a aquisição e uso da linguagem é geralmente atípica.[9] Os comportamentos incluem dificuldade no uso de linguagem social (não dizem "oi" e "tchau", não respondem o nome ou idade quando perguntadas, etc.) verbosidade, transições bruscas (entram ou saem de um ambiente repentinamente, mudam de assunto sem o uso de introduções, etc.), interpretações literais e má compreensão da nuance, uso de metáforas ou expressões idiomáticas, os déficits de percepção auditiva, pedantismo extremo, discurso idiossincrático e/ou formal, e excentricidade na sonoridade, afinaçãoentonaçãoprosódia, e ritmo.[1] A ecolalia é uma característica encontrada em algumas pessoas com SA.[31][32]
Três aspectos nos padrões de comunicação são de interesse clínico: prosódia pobre, discurso circunstancial e tangencial, e notável verbosidade. Apesar da inflexão e entonação ser menos rígida ou monótona do que no autismo clássico, as pessoas com SA têm, em alguns casos, uma gama limitada de entonação: a fala pode ser extremamente rápida, irregular ou alta. Sua fala pode transmitir incoerência; e seu método de discurso muitas vezes é uma espécie de monólogo sobre temas que não há espaço para comentários do interlocutor, e em alguns momentos pensamentos pessoais não são suprimidos. Portanto, tais indivíduos podem não conseguir perceber se o ouvinte está interessado ou envolvido na conversa e a excessiva honestidade aos expressar as próprias opiniões pode ser interpretada com rudeza. A conclusão do discurso pode nunca acontecer, e a compreensão do receptor acerca do assunto é rara.[9]
As crianças com SA podem ter um vocabulário extraordinariamente complexo numa idade jovem e informalmente serem chamados de "pequenos professores", mas possuem dificuldade em compreender o sentido figurado e normalmente interpretam tudo de forma literal.[1] Assim, mostram ter fraquezas particulares em áreas da linguagem não literal como o humor, ironia, provocação e sarcasmo. Embora geralmente compreendem a base cognitiva do humor, não parecem entender sua origem para rirem com os outros.[15] Apesar da apreciação de humor aparentemente prejudicada, habilidades na área em alguns existem e são exceções que desafiam os estudos acerca do autismo.[33]

Coordenação motora e percepção sensorial

Indivíduos com síndrome de Asperger podem ter sintomas ou sinais que são independentes do diagnóstico que possuem, mas tais características podem afetar o indivíduo ou até mesmo a família.[34] Estes incluem diferenças na forma de percepção e problemas com a coordenação motora, sono, e emoções.
Muitos aspies possuem uma ótima audição e percepção visual.[35] As crianças geralmente percebem diferentes padrões sendo modificados o tempo todo. Normalmente, isso é de domínio específico e envolve a processamento neurológico minucioso.[36] Por outro lado, em comparação com os autistas de alto funcionamento, os indivíduos com SA possuem déficits em algumas tarefas que envolvem a percepção visual-espacial, percepção auditiva relacionada à grande concentração de pessoas, ou memória eidética.[1] Muitos deles relatam outras habilidades sensoriais, experiências e percepções incomuns. Por outro lado, podem ser mais sensíveis ou insensíveis ao som, luz e outros estímulos,[37] também encontrados em outros transtornos globais do desenvolvimento, sem exclusividade para a Asperger.
Os primeiros relatos de Hans Asperger[1] e outros tipos de diagnóstico[38] incluem descrições de imperícia física. Crianças com SA podem ser atrasadas na aquisição de habilidades que exigem destreza motora, como andar de bicicleta ou a abertura de um frasco, e parecem se mover sem jeito ou sentirem-se "desconfortáveis em sua própria pele". Assim, podem ser mal coordenados, uma postura errada ou incomum, má caligrafia, ou problemas com a integração visual-motora.[1][9] Também, possivelmente apresentam problemas com a propriocepção, além de apresentarem dispraxia, como equilíbrio, marcha tandem, e a justaposição do dedo polegar. Não há evidências de que estes problemas de motricidade os diferem dos autistas de alto funcionamento.[1]
As crianças são mais propensas a terem problemas de sono, como dificuldade para dormir, frequente insônia no meio da noite, terror noturno e acordar cedo.[39][40] A síndrome também está associada a altos níveis de alexitimia, que é a dificuldade em identificar e descrever as próprias emoções.[41] Apesar de na SA a qualidade do sono ser menor, e também existir alexitimia, não há relação direta entre os dois sintomas.[40]

Causas


Hans Asperger afirmou existir semelhanças no comportamento de seus pacientes com alguns de seus familiares, principalmente os pais, defendendo a tese de que a origem da Síndrome de Asperger pode ser genética. Embora as pesquisas ainda não apontem um gene especificamente responsável, muitos fatores embasam tal crença, principalmente devido à variabilidade fenotípica observada dentre as crianças com SA.[1][42] Uma destas evidências se concentra no fato de que a síndrome pode ser diagnosticada em mais de um membro da família e uma maior incidência de indivíduos, dentro do mesmo círculo familiar, apresentarem sintomas de forma extremamente leve (como por exemplo, dificuldades de leitura, interação social ou linguagem).[12] Grande parte dos estudos sugerem que todos os transtornos do espectro autista compartilham mecanismos genéticos, podendo ter uma origem comum e de maior destaque, no caso, o autismo em si.[1] No entanto, sua origem provavelmente não é causada por um grupo de genes comuns nos quais os alelos tornam um indivíduo vulnerável ao ponto de desenvolver Asperger, mas, se for o caso, a combinação de alelos, em cada caso determinaria a gravidade e os sintomas de cada indivíduo que possui a condição.[12]
Exames de imagem apontam evidências de alterações estruturais em determinadas regiões do cérebro, o que comprova o forte fator genético. Tais formações se dão logo após a concepção, ainda em estado embrionário, e são características que quase sempre podem observadas também nos pais ou em um deles, caracterizando o que se chama de Fenótipo Ampliado do Autismo (FAA), que é quando o indivíduo não tem a síndrome completa, mas possui alguns traços. Irmãos de crianças com a Síndrome de Asperger, muitas vezes, também apresentam traços ou condições afins, mais uma vez reforçando a ligação genética do quadro.
Embora a causa exata do transtorno ainda não seja conhecida, sabe-se, no entanto, que o transtorno está presente desde o nascimento e que tem um forte componente genético, e que não é, portanto, causado por estilos inadequados de criação dos filhos ou traumas emocionais.
Alguns poucos casos de transtornos globais do desenvolvimento são considerados efeitos de agentes teratogênicos ocorridos nas primeiras semanas de gestação. Embora isso não exclua a possibilidade da Síndrome de Asperger se manifestar antes ou depois disso, conclui-se que, provavelmente seu surgimento seja precoce no desenvolvimento humano.[43] Outra hipótese, sem conclusões advindas da comunidade científica é que fatores ambientais possam exercer alguma influência após o nascimento.[44] Dentre esses fatores, poder estar certos produtos químicos, medicações utilizadas pela mãe durante a gravidez (especialmente nos primeiros 3 meses de gestação) ou mesmo a poluição, mas por enquanto são apenas especulações sem comprovação.

Mecanismo

Imagem por ressonância magnética funcional oferece algumas evidências sobre as conexões e sincronizações neurais.

A Síndrome de Asperger é uma condição neuropsicológica que causa efeitos no desenvolvimento cerebral em geral, provocando mudanças nos vários sistemas funcionais existentes.[45] Embora a dissociação da SA com outros transtornos do espectro autista ainda não seja clara e não tenha sido descoberta nenhuma patologia em comum para todos os distúrbios,[1] há probabilidade de que a síndrome tenha mecanismos distintos das demais desordens.[46] Alguns estudos neuroanatômicos e supostas ações de agentes teratogênicos presumem que a alteração no desenvolvimento cerebral ocorra logo após a fecundação.[43] A migração anormal de células embrionárias durante o desenvolvimento fetal pode afetar a estrutura definitiva do cérebro e seus circuitos nervosos, afetando ligações diretamente relacionadas ao pensamento e comportamento.[47] Existem várias teorias e estudos relacionados, porém nenhum fornece uma explicação completa a respeito do mecanismo da Asperger.[48]
A teoria da underconnectivity trabalha com a hipótese do subfuncionamento das conexões e sincronizações neurais de alto nível e com um excesso de processos de baixo nível.[54] Ela mapeia bem as teorias de processamento geral tais como a teoria da coerencia central fraca, que hipotetiza que uma capacidade limitada de ver grandes imagens adjascentes a disturbios centrais no TEA.[56]

História


Batizada em homenagem ao pediatra austríaco Hans Asperger (1906-1980), a Síndrome de Asperger é um diagnóstico relativamente novo no campo autista.[49] Quando criança, Hans possivelmente tinha algumas das características da condição que leva seu nome, como o distanciamento e formalidade linguística.[50][51] Em 1944, Asperger descreveu quatro crianças no dia a dia[2] que tinham dificuldades em interagir socialmente: não eram habilidosas na comunicação não-verbal, não demonstravam empatia com os seus pares, além de serem fisicamente desajeitadas. Hans denominou a condição de "psicopatia autista" e destacou o isolamento social como sua principal característica.[12] Cinquenta anos depois, várias padronizações da SA como diagnóstico foram propostas, muitas das quais contendo divergências significativas em relação ao trabalho original do pediatra.[52]
Ao contrário das características tidas como parte da SA hoje, a condição podia ser englobada à pessoas de todos os níveis de inteligência, incluindo os que possuem deficiência intelectual.[53] Mesmo num contexto de eugenia nazista, com a política de esterilização e matança de deficientes e indivíduos que fugiam da hegemonia social, Asperger apaixonadamente defendeu a importância dos autistas na sociedade, afirmando que tais indivíduos possuem seu espaço na comunidade, cumprindo seus papéis com competência, de forma independente, em contraste aos problemas apresentados na infância que, ao longo da vida foram superados. Asperger também costumava chamar seus pacientes de "pequenos professores",[4] e acreditava que algum deles, mais tarde seria capaz de ter conquistas através de ideias originais.[2] Sua obra foi publicada durante a guerra e em alemão, por isso não teve cobertura ampla.
Em 1981, Lorna Wing popularizou o termo Síndrome de Asperger na comunidade médica britânica, através de[54] uma série de estudos de caso com crianças que apresentavam sintomas semelhantes,[49] com Uta Frith traduzido os estudos de Hans Asperger para o inglês em 1991.[4] O conjunto de critérios para o diagnóstico foi formulado por Gillberg e Gillberg em 1989 e também por Szatmari et al., no mesmo ano.[55] A SA tornou-se um padrão diagnóstico em 1992, quando foi incluída na décima edição da Organização Mundial da Saúde e da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID-10), e em 1994, foi adicionada à quarta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais (DSM-IV), da Associação Americana de Psiquiatria.[12]
Atualmente, existem muitos livros, artigos e sites a respeito da SA, com o aparecimento de novos casos formando um subgrupo importante da condição dentro do espectro autista.[49] Se a Asperger deve ser vista como distinta do autismo de alto funcionamento, é uma questão fundamental que requer um estudo mais aprofundado,[2] e ainda há dúvidas sobre a validade empírica do DSM-IV e do CID-10.[9] Em 2013, o DSM-V removeu a síndrome como um diagnóstico separado, considerando-a como um tipo de autismo de grau mais leve.[3]

Sociedade e cultura


Indivíduos com Síndrome de Asperger geralmente se intitulam como aspies (um termo usado pela primeira vez numa publicação por Liane Holliday Willey, em 1999).[56] O termo neurotípico (muitas vezes abreviado para NT) descreve uma pessoa cujo desenvolvimento e o estado neurológico é típico, além de denominar indivíduos os quais não são autistas. A internet permitiu que os indivíduos autistas se comuniquem e comemorem a diversidade entre si de uma forma que não era possível anteriormente devido à sua raridade e dispersão geográfica. Com isso, hoje existe uma subcultura dos aspies. Sites e redes sociais, como o Wrong Planet fizeram com que pessoas com SA se conectassem.[13]
Pessoas autistas têm defendido uma mudança na percepção dos transtornos do espectro autista como síndromes complexas ao invés de simplesmente doenças que devem ser curadas. Os defensores desta visão rejeitam a noção de que há uma configuração do cérebro "ideal" e que qualquer desvio desta norma seja patológica. Assim, promovem a tolerância e a ideia de neurodiversidade,[57] que, de certa forma torna-se um pilar para os seus direitos e movimentos do orgulho autista.[58] Em contrapartida, enquanto muitos indivíduos aspies possuem orgulho de sua identidade e não desejam ser curados, muitos pais procuram assistência médica para seus filhos, na busca de uma cura.[59]
Alguns pesquisadores têm argumentado que a Asperger deveria ser vista como uma forma cognitiva distinta, não um distúrbio ou deficiência,[13] e deveria ser removida do Diagnóstico e Estatístico de Transtornos, assim como a homossexualidade.[60] Em um estudo de 2002, Simon Baron-Cohen escreveu que os indivíduos com Síndrome de Asperger não são beneficiados socialmente por serem tão atentos aos detalhes, mas que no campo profissional, principalmente na área de ciências exatas, um olhar detalhista favorece os autistas ao sucesso, em vez do fracasso. Cohen acredita que existem dois motivos pelos quais ainda valha a pena considerar Asperger como uma deficiência: para garantir o apoio emocional garantido por lei e de assegurar o reconhecimento das dificuldades de empatia que apresentam.[14] Além disso, argumenta que possivelmente há genes associado às habilidades da síndrome em atuação na evolução humana, deixando contribuições notáveis na história da humanidade.[61]

Ver também

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